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Atualizado: 13 de jan.

Princípios para um bom Gerenciamento de Riscos

Se planejar considerando os riscos envolvidos é ser inteligente. Criar estratégias de vendas e logística, sem, porém, ter um sistema adequado de Gestão de Riscos é desconsiderar a oportunidade de reduzir custos com perdas operacionais, seguro e satisfação do cliente.

Os avanços tecnológicos chegaram para ficar, objetivando auxiliar as empresas do segmento de transporte de cargas que buscam soluções inteligentes, para elevar o nível de segurança, mas especificamente as demandas do seguimento de Gerenciamento de Riscos.

As estratégias de Gerenciamento de Riscos não são padronizadas, e assim deve ser, pois cada empresa possui particularidades e não é recomendável muitas vezes copiar o que o concorrente faz, por isso o Gestor de Riscos precisa ser auxiliado por uma plataforma de Gestão para tomar decisões e minimizar os riscos envolvidos.

Observa-se, no entanto, que alguns princípios não podem e não devem ser deixados em segundo plano, pois existem ações que precisam ser tomadas por profissionais que possuem uma visão holística de segurança e riscos acurada.

Diante de tais observações, podemos elencar alguns princípios básicos, mas que se aplicados a risca podem fazer a diferença na operação diária, por mais complexa que seja.

1. Governança – A Direção de uma organização precisa se envolver e estar totalmente comprometida com os protocolos e guias de segurança, assim como os Gestores ligados a ela, criando um ambiente que favoreça a disseminação da cultura de segurança (briefing, BDS etc.). A segurança precisa ser considerada como o principal pilar para as tomadas de decisões e não pode mais ser enxergada apenas como custos.


2. Sistemas integrados – Buscar plataforma capaz de integrar em um único canal a gestão de todos os sistemas utilizados para gerenciar os riscos do negócio. Mais que monitorar e/ou rastrear uma operação, se faz cada vez mais necessário enxergar os riscos inerentes e determinar quais ações preventivas são necessárias para garantir o sucesso da operação e a satisfação dos clientes, pois quando há planejamento, organização e estratégia, minimiza-se as possibilidades do fator surpresa. Tecnologias embarcadas e gestão remota através de uma Central de Segurança, possibilita conhecer em tempo real GAPS que possivelmente colaborarão com as ações de pessoas mau intencionadas e favorecerão a adoção de ações contingentes, visando mitigar e/ou minimizar os riscos.


3. Mão de obra capacitada – Por mais inteligentes que sejam os sistemas utilizados para gerenciar uma operação (transporte ou distribuição), nunca foi tão necessário ter pessoas capacitadas para analisar as informações e tomar decisões inibidoras visando a prevenção de possíveis incidentes, sejam estes de trajeto ou durante a logística de carga e descarga.


As soluções sistêmicas estão cada vez ais inteligentes, geram dados importantes (comportamentais, velocidade, sensoriamento, monitoramento etc.), porém é extremamente necessário capacitar as pessoas que farão uso de tais informações e/ou os riscos continuarão elevados e o negócio sucinto a perdas significativas que se não forem controlados podem levar uma empresa ao fim.



4. Processos bem definidos e divulgados – Normalmente pessoas tomam decisões conforme pensam e sentem, por isso a importância dos processos claros e devidamente registrados em documento formal, divulgado a todos os níveis da empresa e sendo possível, com base em tais diretrizes disponibilizar treinamentos online e conhecer o nível de entendimento mediante a aplicação de avaliação (prova). Para o sucesso de uma organização é necessário que todos os níveis da pirâmide estejam comprometidos com as diretrizes de segurança e estas precisam ficar disponíveis a todas as pessoas envolvidas no negócio (portal), assim como a conscientização de que o descumprimento acarretará sanções administrativas e até mesmo o desligamento. Um funcionário que passa por treinamento, se torna mais apto a realizar suas atividades com qualidade, mesmo os profissionais muito qualificados precisam passar por treinamentos de reciclagem e adaptação às normas da empresa. Criar a cultura de segurança usando recursos básicos da comunicação (informativos, boletim de segurança etc.).

Todos estes cuidados, visam garantir a segurança do negócio e a sustentabilidade da organização.


5. Inteligência – Não basta conhecer, se faz necessário reconhecer as pessoas que acessam as informações estratégicas dentro de uma organização, desenvolver meios para enxergar em tempo real possíveis fragilidades que possam favorecer pessoas mau intencionadas. O serviço de inteligência em todas as camadas é extremamente eficaz e favorece ações preditivas, minimizando as possibilidades de perdas.


6. Controles – A implementação de controles robustos e documentados, colaboram para mitigar os riscos identificados. Ainda é possível encontrar organizações que desconsideram este item. Não enxergam o que coletam, o que armazenam, o que colocam em rota e o que já foi entregue, sem falar nos insumos, muitas vezes jogados em qualquer canto ou prateleira. A adoção de controles simples colaboram com a gestão financeira e operacional, além de inibir as oportunidades de extravios e furtos.


É mais que recomendável que Executivos responsáveis pela sustentabilidade de uma empresa conheçam os riscos inerentes ao seu negócio e que ser a próxima vítima é uma realidade que não pode ser desconsiderada na Gestão de riscos.



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